E se?

Eu como uma legítima perdida e indecisa na vida, mas é claaaaaaro que na minha cabeça iam passar os famosos “E se?”.

“E se eu tivesse estudado o que eu sempre quis desde o começo?” “E se eu não tivesse me apaixonado por uma ilusão?” “E se eu tivesse esperado mais antes de fazer a faculdade?” “E se eu nunca tivesse saído de Chicago?” “E se eu tivesse largado tudo?” “E se eu tivesse feito tudo diferente?” E SE? Essas são as típicas frases que me assombram no dia a dia, principalmente quando eu fico pra baixo e meio chateada com o rumo que as coisas, ou melhor, minha vida tomou.

Não é que eu não esteja feliz hoje em dia por ter chego tão longe, porque de certa forma eu estou, mas o principio básico do pensamento “E se?” vem da insatisfação. E como qualquer outro ser humano habitante desse planeta terra, sim, eu me sinto insatisfeita com muitas coisas na minha vida. Acho que talvez até um pouco frustrada e arrependida de ter tomado certas decisões que poderiam ter dado um rumo totalmente diferente na minha existência. E por conta disso é que continuo sendo perseguida pelas possibilidades infinitas das vidas que eu poderia ter tido.

MENINA, cê ta doida? Ficar se martirizando por essas coisas, remoendo e se frustrando por coisas que nunca aconteceram. PARA NÉ.” Gente, eu vou parar, eu juro haha (rindo de nervoso), mas vou te contar que não é nada fácil simplesmente parar com um habito/mania que acontecem por anos, se não, minha vida toda. Inclusive porque isso é quase que a linguagem básica do meu cérebro hoje em dia, e se desligar desses pensamentos vem sendo meu foco principal, minha missão de 2019.

E para os desesperados igual a mim: “E como tu ta fazendo isso, me conta, por favor.”

Bom, com muita meditação, me policiando e vigiando cada pensamento meu durante o dia. E como é difícil viu.. Preciso me policiar o tempo todo e ao invés de simplesmente pensar “E se?” agora eu penso, “quando vou fazer isso?”. E eu acredito que isso tenha me ajudado bastante, porque agora eu começo a transformar uma simples hipótese em vida real. E isso tem me motivado bastante e me ensinado a ver a vida de outra forma, a minha vida, de uma forma que eu já tinha vivido mas que ainda não tinha percebido.

Agora, E se eu tivesse feito tudo aquilo que eu disse ali no começo dos E se. Sera que hoje eu teria o mesmo conhecimento e os mesmos aprendizados que eu tive pra chegar ate aqui? Sera que eu estaria melhor? Pior? Bom, isso eu não tenho ideia, e nunca vou ter, mas tenho certeza de que tudo o que eu passei na minha vida, todos os caminhos que trilhei, todas as pessoas e lugares que conheci, tudo o que eu vivi foi exatamente o que eu precisava, no tempo que tinha que ser e é nessa certeza que eu me apego e continuo seguindo em frente, porque tudo tem seu tempo e ficar “wondering” não vai levar ninguém a lugar nenhum, entao como diz uma marca ai bem famosa:

“Just do it”.

*wondering = ficar se perguntando, imaginando como seria que..
*just do it = apenas faça.

Eles não sabem quem eu sou

Hoje tive que sair para ir ao banco, meu emprego não sei porque me paga em dinheiro ao invés de simplesmente depositar o valor na minha conta. Isso é um pouco chato na real, principalmente pelo fato de que o banco nem é tão perto assim da minha casa, então toda vez tenho que sair da minha casinha quentinha e andar uns 25 minutos com todo o dinheiro que juntei das ultimas semanas e ai sim conseguir colocar na minha conta, onde ficará seguro, até eu querer gasta-lo haha.

Mas o fato de eu ter que andar ate la é até que útil, exercícios, um tempo para refletir e pensar na vida, ver a paisagem, etc. Então não acaba sendo tão ruim assim né. E foi durante essa minha ida ao banco que eu comecei a refletir sobre uma coisa que me incomoda há muito tempo, o fato das pessoas não gostarem de mim, ou melhor dizendo, o fato de eu achar que as pessoas não gostam de mim, ou elas não gostam mesmo? E parando para analisar minhas ultimas amizades, eu cheguei a conclusão que na verdade a ideia que eu transmito para as pessoas na primeira vez que elas me conhecem ou me  vêem de fora, é um pouco errada da ideia que eu realmente gostaria de transmitir. 

Ué, como assim?

Então, pelo que entendi das ultimas pessoas que andei conversando, e até lembrando de algumas conversas que tive no passado com algumas amizades mais antigas, captei uma mesma frase que eles disseram: “Você é muito metida”, “Mas como assim metida?” eu perguntei. “Ahh você parece ser meio nariz empinado e tem um ar de superior que muitas pessoas não gostam”. Foi dai que comecei a pensar e realmente entender o que aquelas pessoas estavam querendo dizer. E depois perguntando pra elas, se elas realmente me achavam assim depois de me conhecer, elas disseram que não, que talvez foi só uma impressão errada que eu passei ou que eles tiraram conclusões precipitadas. Mas o que é engraçado é que muitas pessoas já me disseram a mesma coisa, e só anos depois eu me dei conta de que eu realmente precisava prestar mais atenção em quais atitudes que eu tinha que passavam essa impressão errada para as pessoas.

Essas coisas são tão inconscientes e automáticas que só o fato de eu ter percebido e me tocado da merda que eu estava fazendo, para mim já é uma grande vitória. E inclusive isso só aumenta ainda mais o conhecimento que eu estou criando sobre mim mesma e acrescentando na minha busca para me tornar uma pessoa melhor, sim, esse é meu objetivo de vida, depois é claro de me tornar uma pessoa menos indecisa. haha

Mas e agora? O que você vai fazer para mudar isso?

É ai que começa meu sufoco, principalmente porque essa vida de indecisões não facilita em nada, e como esse comportamento está comigo ha muito tempo, mudar vai exigir muito auto conhecimento e reflexão e principalmente paciência, pois nada acontece do dia para a noite, e serão muitas tentativas e erros também ate conseguir evoluir e transmitir para as pessoas quem eu realmente sou por dentro.

MAS PERA, quem sou eu mesmo?

Como eu vim parar aqui..

Essa semana eu parei pra pensar, recapitular os últimos meses, os últimos anos da minha vida. Afinal, quais foram as decisões que me trouxeram até aqui?

Vou te contar que não é fácil ser uma pessoa que nunca sabe o que quer, principalmente pelo fato de que a vida te obriga a tomar decisões, e se você não tomar, bom… você estará tomando uma de qualquer forma. E escolher ser levada pela vida, nem sempre foi ruim, algumas vezes até me levaram a lugares maravilhosos e me fizeram conhecer pessoas muito boas, porém um dia eu pensei – “porque é que eu simplesmente não escolho um caminho?” E com essa dúvida veio mais um monte de arrependimentos e noites mal dormidas, me martirizando por simplesmente não ter escolhido uma direção e refletindo “E se..?”.

Eu cai em um ciclo vicioso na verdade, um paradoxo complexo e incompreendido. Eu sempre reclamava e me culpava por uma decisão que eu nunca tinha tomado. – Mas que decisões são essas menina? Não é possivel que você sempre disse sim pra tudo na sua vida né? – E bom, vocês tem razão, não foi sempre assim, mas na minha cabeça, mesmo quando eu estava tomando uma decisão, eu não estava. Viu? Paradoxo complexo e incompreendido. Mas enfim, a maioria das coisas importantes da minha vida, era sempre esse pensamento que eu tinha, que eu simplesmente não estava tomando as decisões que deveria e estava simplesmente sendo arrastada pela correnteza sem nem fazer o minimo esforço para remar.

Mas o que me trouxe até aqui então?
Foram muitas coisas na verdade, mas é engraçado o quanto o problema que eu vejo em ser indecisa, se transforma no principal motivo de ter me trazido até aqui. Mas não é, e eu estou no processo de acreditar nisso também. Por isso resolvi escrever, para descobrir todos os motivos que me trouxeram até onde eu estou hoje. E estou longe de onde eu sempre estive no Brasil, mas da mesma forma isso me trouxe mais perto da coisa mais importante que venho descobrindo, EU MESMA.

Saga da Indecisão – Capítulo 2, Final

Tô formada! E agora?
Depois de tanto tempo lutando contra minha vontade pra terminar a faculdade que não aguentava mais, consegui. Agora e aquele intercâmbio de Au pair que você estava pensando? Bom, é agora que começa a brincadeira.


Em dezembro de 2015, eu já estava decidida a fazer o tão sonhado intercâmbio de Au pair que eu tinha largado. Eu estava trabalhando em uma nova empresa, porem continuava infeliz com a profissão e estava buscando meu algo a mais na vida e decidi que era agora ou nunca minha oportunidade de poder ficar um ano pelo mundo, aquele famoso ano sabático que todo mundo quer.

É incrível como toda aspirante a au pair quer fazer esse intercâmbio porque sua vida está de cabeça para baixo, não é mesmo? Não generalizando, é claro. Mas muitas meninas tem essa vontade de se encontrar e poder curtir um pouco a vida fora daquela rotina cansativa que está acostumada, né? Comigo não foi diferente não, eu precisava de algo novo e para mim as respostas que eu estava buscando, eu não ia encontrar em São Paulo, pra mim, todas minhas respostas estavam no Mundo e nas Viagens que eu iria fazer, e assim poder me encontrar cada vez mais.

Foi assim que tomei minha decisão e corri atrás do processo do Au pair. Fiquei com a consciência tão leve depois de ter enfim escolhido viver essa experiência e deixar todos meus medos e indecisões de lado. E agora eu me sentia muito mais eu e muito mais inspirada por estar fazendo algo que sabia que seria uma experiência inesquecível pra minha vida.

E como foi meu processo todo? Bom, isso eu conto certinho pra vocês nos próximos posts.

Obrigada aos que estão me acompanhando.
See you later! 😀

Sou Publicitária

Quando comecei a faculdade de Publicidade, estava pensando quando e como ia conseguir um estágio bom e começar a trabalhar na área, o que era uma coisa que toda estudante da área almeja tanto. Não só da área de Publicidade, claro, mas de todas. Eu acredito que tive muita sorte perseverança e consegui super rápido um estágio, e foi assim que comecei a me aventurar nessa área.


  Eu fiz meu primeiro semestre da faculdade na FAPCOM, uma faculdade muito boa de comunicação na Vila Mariana, SP, e nessa época eu trabalhava no Bradesco como escrituraria (leia-se atendimento ao cliente), para pagar a faculdade. Porém, eu queria tanto mudar para a Metodista, por ser uma faculdade um pouco mais dinâmica e prática, e na época tive que esperar o semestre acabar e ver a diferença de valores, porque a Metô é um pouco mais carinha. Mas depois de um semestre, mexi meus pauzinhos e consegui, MUDEI de faculdade. Fiquei feliz porque era a faculdade que eu queria e agora ninguém me segurava mais! HAHAHA

 No segundo ano de faculdade, depois do segundo semestre concluído na Metô, eu já não queria continuar trabalhando em banco e queria buscar um estágio na minha área, e foi então que a busca começou. Lembro que me inscrevi em todo site de emprego de comunicação possível e existente e depois de alguns meses e entrevistas, consegui um estágio na área de Marketing Digital! Eu não achei tão difícil e até tive muita sorte por conseguir em uma empresa boa e grande.

 Comecei a trabalhar no estágio em Abril de 2013 e tive uma chefe muito boa que me ensinou tudo que eu sei até hoje. No primeiro ano de trabalho eu amava trabalhar lá, amava as pessoas, amava o trabalho, amava o lugar, tava amando tudo! Depois de 1 ano e dois meses mais ou menos, eu fui efetivada e comecei a fazer o horário de CLT 9h às 19h, dai já estava trabalhando que nem gente grande. Fiquei nessa empresa por 2 anos e seis meses, mais ou menos. Lá foi um ótimo lugar para iniciar minha carreira e um ótimo aprendizado. Só que depois de um tempo nós acabamos desgastados por causa da rotina e queremos ter algumas mudanças na nossa carreira, coisa que não estava acontecendo mais por lá, então acabei ficando um pouco desanimada, e com o começo da crise, fecharam minha área, que era a de Mkt digital e transferiram para a outra sede da empresa. Dai acabei saindo de lá em julho de 2015.

 Acho que acabei ficando um pouco frustrada com a área em um todo, mas mesmo assim, continuei buscando outro emprego na mesma área, afinal, era o que eu sabia fazer, né. Encontrei outro emprego em setembro do mesmo ano, porem para fazer uma função um pouco diferente da que eu fazia. Acabei ficando nessa outra empresa, somente por 5 meses, pois não gostei muito da função e com a decisão do intercâmbio, acabei resolvendo sair também.

 Agora com foco no meu intercâmbio, estou sem trabalhar na área desde fevereiro. Foi muito bom curtir esses meses sem trabalhar e só ficar em casa cuidando da vida e me dedicando a todo meu processo de Au Pair. E como irei viajar e não vou trabalhar na área por pelo menos 1 ano, vou me dedicar a fazer alguns cursos em outras áreas e talvez me encontrar e decidir o que realmente vou seguir daqui pra frente. Mas não retiro completamente a possibilidade de continuar trabalhando na área de marketing digital ou comunicação, afinal, é uma coisa que já tenho experiência e sei fazer bem. Então, porque não continuar por enquanto até me encontrar, não é mesmo?

Obrigada aos que estão me acompanhando.

See you later! 😀