Me encontrei?

O tempo tem passado tão depressa nesses últimos meses que me pergunto se realmente estamos em agosto. Afinal, agosto sempre deu a impressão de ser o mês mais comprido do ano. Mas hoje já estamos há menos de 10 dias para o final do mês, que pra mim começou ontem, e eu não consigo acreditar que passou tão rápido!

E com essa de ver o tempo passar eu me pergunto. Será que eu já me encontrei? Às vezes eu acho que sim, às vezes eu acho que não. Mas com toda a certeza do mundo (o que é raridade nessa minha cabeça) eu posso dizer que hoje sei muito mais de mim do que eu sabia quando comecei a escrever.

Acho que a primeira vez que escrevi algo na minha vida foi pra desabafar sobre uma desilusão amorosa que eu tive quando era adolescente. Eu lembro que eu passava horas escrevendo sobre o que eu sentia e até me arriscava a fazer uns poeminhas sobre como era devastador sofrer por amor. E naquela época era mesmo, todo aquele sentimento que eu tinha era tão forte e tão profundo que eu quase chego a me lembrar como meu coraçãozinho vivia apertado durante o colégio. E quem nunca, não é mesmo? Mas foi aí que peguei gosto por escrever, por encontrar no mundo das palavras, um alívio para desafogar de dentro de mim aquele sentimento que não cabia mais.

E foi escrevendo que aprendi a me conhecer melhor. A descobrir mais sobre quem é essa menina/mulher que vive dentro de mim. A entender as minhas qualidades, os meus defeitos, o que eu gostava e o que eu não queria nem ver na frente. Aprendi a assimilar os meus sentimentos e a experimentar senti-los de uma forma mais significante, mais leve. Aprendi a encontrar a liberdade de expressão que eu tanto queria quando eu precisava falar algo para alguém. E a pensar melhor nas decisões que precisavam ser tomadas e enfim decidir o que eu queria fazer ou não.

Escrever para mim se tornou ao longo dos anos uma paixão secreta. Secreta porque muita gente ao meu redor não tinha noção de quantos cadernos eu já tinha terminado sem que ninguém tivesse ideia do conteúdo que tinha ali. E paixão porquê eu passava horas ali com papel e caneta na mão, concentrada, empenhada em passar tudo que estava dentro de mim para o papel, tentar descrever e colocar cada peso do que eu sentia no parágrafo certo, na medida certa e com direito até a um drama adicional. Escrever para mim se tornou uma válvula de escape, que só hoje eu entendi a importância de se ter uma no decorrer da vida. E me dei conta do bem que me fez e ainda me faz desabafar comigo mesma e organizar todas essas ideias mirabolantes que passam diariamente no fantástico mundo de Isabelle.

Agora sobre me encontrar, bom. Eu acredito que me encontrei escrevendo, me reencontrei na verdade. So dei continuidade a tudo aquilo que sempre esteve comigo e que por enquanto isso basta para preencher meus dias de duvida do que é que quero fazer da minha vida. Por que por agora, tudo o que eu mais quero fazer é escrever.

Há 3 anos atrás…

Hoje fez três anos que dei inicio a minha saga de Au Pair nos Estados Unidos. Dia 8 de Agosto de 2016 eu pisava em New York, pela segunda vez, mas dessa vez para trilhar um caminho diferente.

Quando eu decidi ser Au Pair pela primeira vez, tudo o que eu queria era poder morar nos Estados Unidos. Esse era o primeiro, se não o único motivo pelo qual eu queria ir. No começo eu nem pensei muito sobre minhas possibilidades de morar lá pra sempre, eu só queria ir e depois lá eu pensava no que fazer.

No meio da minha faculdade de Publicidade me surgiu a ideia de fazer o Au Pair. Na época eu trabalhava com uma amiga que já tinha feito e me contou da experiência dela, o que me deu ainda mais vontade de sair correndo e comprar as passagens. Mas largar a faculdade era um ponto complicado, eu estava exatamente no 4 semestre, então faltava ainda 2 anos para terminar. E todo mundo ao meu redor começou enfatizar a importância de eu terminar a faculdade antes, assim eu não deixaria nada pendente no Brasil e teria mais liberdade para ficar lá após o programa terminar.

Eu pensei e vi que realmente era a melhor decisão, mas mesmo assim eu queria ter um gostinho de EUA antes de me aventurar a passar um ano ou dois anos na terrinha do tio Sam. Então eu decidi aproveitar que eu já tinha um visto válido e fazer um intercâmbio de um mês na California em Julho\Agosto de 2015. E foi depois dessa viagem que eu tive a certeza de que os EUA era o meu lugar e que eu precisava fechar o programa de Au Pair as soon as possible. E assim eu fiz. Corri atrás de todos os documentos e comprovações necessárias para realizar mais esse sonho. E no começo do ano de 2016 eu já tinha entregue tudo e estava pronta para começar a minha busca por familias.

Eu me lembro que eu até demorei para ficar disponível para as familias por conta de toda a análise de documentos e burocracia da agência que eu tinha fechado. Inclusive me lembro até de ter mandado inúmeros emails reclamando da demora. Mas quando fiquei online, foi uma alegria e principalmente alivio por ter certeza de que estava tudo no caminho certo e agora era só esperar uma boa familia entrar em contato comigo.

Foram longos 4 meses até eu conseguir fechar com a familia que eu fui. Mas não poderia ter sido a melhor escolha pra mim. Tudo acontece no seu tempo, e foi exatamente assim que nós fechamos tudo e marcamos a data de embarque para dia 7 de Agosto de 2016.

A decisão de ir morar fora do Brasil nunca foi difícil pra mim, muito menos para minha familia que sempre esteve ali do meu lado apoiando cada ideia maluca que eu já tive na vida. Minha mãe sempre falava: Eu te criei pro mundo. E isso só me fez enxergar o quanto eu realmente era do MUNDO. Então escolher subir no avião aquele dia não me fez derramar nenhuma lágrima, somente agradecer pela oportunidade. E a sensação que eu tenho em mim hoje ainda é a mesma, porque eu tinha certeza de que era a melhor decisão que eu tinha tomando para a minha vida.

E é incrivel como parece que foi ontem que eu embarquei naquele avião junto com outras meninas que compartilhavam do mesmo sonho que eu. O tempo com certeza passou e depois de três anos, cada uma de nós tomou um rumo diferente na vida. Umas ficaram, outras voltaram, algumas casaram e tantas outras se aventuraram por ai, como eu. E eu tenho um orgulho tão grande de ter feito parte dessa experiência, porque não só me fez crescer e me tornar a pessoa que eu sou hoje, mas também me apresentou pessoas maravilhosas no caminho que hoje eu posso chamar de amigas.

E há três anos atrás..

IMG_7275
Embarque Au Pair
IMG_7367
New York
Chicago, IL
Chicago

 

 

 

 

Voltar para o Brasil?

Esse era um assunto que eu queria escrever há um tempo já, porém fiquei tanto tempo tentando formular na cabeça as ideias certas e o que eu realmente queria dizer com isso, mas quanto mais eu pensava, mais parecia confuso. Então decidi colocar tudo pra fora do jeito que sair mesmo e desculpe se não fizer muito sentido pra você, pois acredite que pra mim também não faz muito não.. rs

Eu sei que preciso escrever mais da minha trajetória aqui e falar por todos os lugares que passei e como eu vim parar nesse outro continente, no meio de uma ilha que no fundo no fundo eu nem queria vir, mas que acabei me deixando levar por alguns vários motivos, mas que agora não cabem explicar. O que eu quero dizer é: voltar para o Brasil nunca foi uma opção para mim.

Depois de tanto sofrer da sindrome da indecisão, eu desenvolvi algumas técnicas até encontrar uma muito boa de tomar decisões por eliminatória. Afinal, eu precisava de um empurrãozinho para sair do mesmo lugar, né? E com isso acabei vindo parar na Irlanda. Na época eu pensei Voltar para o Brasil ou Ir para a Irlanda? Bom, se voltar para o Brasil é uma coisa que eu não quero agora pra minha vida, então vamos de Irlanda né. 

E a pergunta que não quer calar é: “Porque não voltar para o Brasil?” Primeiramente porque eu não quero ué haha. Mas pra ser sincera, voltar para o Brasil significa bem mais que só voltar. Para mim significa que eu desisti de correr atrás daquilo que eu queria quando eu coloquei o pé no avião pela primeira vez há quase 3 anos atrás. Então essa relação entre eu e meu querido País do coração na verdade é muito mais uma relação entre desistir ou seguir em frente. E o que eu mais quero agora é seguir em frente.

Mas jogando a real aqui. O que eu queria mesmo nessas ultimas semanas era poder sentar naquela mesa da cozinha da casa da minha vó, falar pra ela que tudo o que eu queria era aquele bolinho de cenoura com cobertura de chocolate e estar rodiada da minha familia conversando quase gritando enquanto amoçamos em um domingo qualquer. É disso que eu mais sinto falta, e por consequência, minha lingua, minha cultura e todos esses anos que nasci e cresci nessa terrinha chamada Brasil.

Pra minha tristeza eu não penso em voltar tão cedo, e não só pelo fato de não querer desistir, mas principalmente pela curiosidade enorme de saber o que é que eu vou encontrar do outro lado dessa aventura que eu tô cada vez mais perto.

E se?

Eu como uma legítima perdida e indecisa na vida, mas é claaaaaaro que na minha cabeça iam passar os famosos “E se?”.

“E se eu tivesse estudado o que eu sempre quis desde o começo?” “E se eu não tivesse me apaixonado por uma ilusão?” “E se eu tivesse esperado mais antes de fazer a faculdade?” “E se eu nunca tivesse saído de Chicago?” “E se eu tivesse largado tudo?” “E se eu tivesse feito tudo diferente?” E SE? Essas são as típicas frases que me assombram no dia a dia, principalmente quando eu fico pra baixo e meio chateada com o rumo que as coisas, ou melhor, minha vida tomou.

Não é que eu não esteja feliz hoje em dia por ter chego tão longe, porque de certa forma eu estou, mas o principio básico do pensamento “E se?” vem da insatisfação. E como qualquer outro ser humano habitante desse planeta terra, sim, eu me sinto insatisfeita com muitas coisas na minha vida. Acho que talvez até um pouco frustrada e arrependida de ter tomado certas decisões que poderiam ter dado um rumo totalmente diferente na minha existência. E por conta disso é que continuo sendo perseguida pelas possibilidades infinitas das vidas que eu poderia ter tido.

MENINA, cê ta doida? Ficar se martirizando por essas coisas, remoendo e se frustrando por coisas que nunca aconteceram. PARA NÉ.” Gente, eu vou parar, eu juro haha (rindo de nervoso), mas vou te contar que não é nada fácil simplesmente parar com um habito/mania que acontecem por anos, se não, minha vida toda. Inclusive porque isso é quase que a linguagem básica do meu cérebro hoje em dia, e se desligar desses pensamentos vem sendo meu foco principal, minha missão de 2019.

E para os desesperados igual a mim: “E como tu ta fazendo isso, me conta, por favor.”

Bom, com muita meditação, me policiando e vigiando cada pensamento meu durante o dia. E como é difícil viu.. Preciso me policiar o tempo todo e ao invés de simplesmente pensar “E se?” agora eu penso, “quando vou fazer isso?”. E eu acredito que isso tenha me ajudado bastante, porque agora eu começo a transformar uma simples hipótese em vida real. E isso tem me motivado bastante e me ensinado a ver a vida de outra forma, a minha vida, de uma forma que eu já tinha vivido mas que ainda não tinha percebido.

Agora, E se eu tivesse feito tudo aquilo que eu disse ali no começo dos E se. Sera que hoje eu teria o mesmo conhecimento e os mesmos aprendizados que eu tive pra chegar ate aqui? Sera que eu estaria melhor? Pior? Bom, isso eu não tenho ideia, e nunca vou ter, mas tenho certeza de que tudo o que eu passei na minha vida, todos os caminhos que trilhei, todas as pessoas e lugares que conheci, tudo o que eu vivi foi exatamente o que eu precisava, no tempo que tinha que ser e é nessa certeza que eu me apego e continuo seguindo em frente, porque tudo tem seu tempo e ficar “wondering” não vai levar ninguém a lugar nenhum, entao como diz uma marca ai bem famosa:

“Just do it”.

*wondering = ficar se perguntando, imaginando como seria que..
*just do it = apenas faça.

Eles não sabem quem eu sou

Hoje tive que sair para ir ao banco, meu emprego não sei porque me paga em dinheiro ao invés de simplesmente depositar o valor na minha conta. Isso é um pouco chato na real, principalmente pelo fato de que o banco nem é tão perto assim da minha casa, então toda vez tenho que sair da minha casinha quentinha e andar uns 25 minutos com todo o dinheiro que juntei das ultimas semanas e ai sim conseguir colocar na minha conta, onde ficará seguro, até eu querer gasta-lo haha.

Mas o fato de eu ter que andar ate la é até que útil, exercícios, um tempo para refletir e pensar na vida, ver a paisagem, etc. Então não acaba sendo tão ruim assim né. E foi durante essa minha ida ao banco que eu comecei a refletir sobre uma coisa que me incomoda há muito tempo, o fato das pessoas não gostarem de mim, ou melhor dizendo, o fato de eu achar que as pessoas não gostam de mim, ou elas não gostam mesmo? E parando para analisar minhas ultimas amizades, eu cheguei a conclusão que na verdade a ideia que eu transmito para as pessoas na primeira vez que elas me conhecem ou me  vêem de fora, é um pouco errada da ideia que eu realmente gostaria de transmitir. 

Ué, como assim?

Então, pelo que entendi das ultimas pessoas que andei conversando, e até lembrando de algumas conversas que tive no passado com algumas amizades mais antigas, captei uma mesma frase que eles disseram: “Você é muito metida”, “Mas como assim metida?” eu perguntei. “Ahh você parece ser meio nariz empinado e tem um ar de superior que muitas pessoas não gostam”. Foi dai que comecei a pensar e realmente entender o que aquelas pessoas estavam querendo dizer. E depois perguntando pra elas, se elas realmente me achavam assim depois de me conhecer, elas disseram que não, que talvez foi só uma impressão errada que eu passei ou que eles tiraram conclusões precipitadas. Mas o que é engraçado é que muitas pessoas já me disseram a mesma coisa, e só anos depois eu me dei conta de que eu realmente precisava prestar mais atenção em quais atitudes que eu tinha que passavam essa impressão errada para as pessoas.

Essas coisas são tão inconscientes e automáticas que só o fato de eu ter percebido e me tocado da merda que eu estava fazendo, para mim já é uma grande vitória. E inclusive isso só aumenta ainda mais o conhecimento que eu estou criando sobre mim mesma e acrescentando na minha busca para me tornar uma pessoa melhor, sim, esse é meu objetivo de vida, depois é claro de me tornar uma pessoa menos indecisa. haha

Mas e agora? O que você vai fazer para mudar isso?

É ai que começa meu sufoco, principalmente porque essa vida de indecisões não facilita em nada, e como esse comportamento está comigo ha muito tempo, mudar vai exigir muito auto conhecimento e reflexão e principalmente paciência, pois nada acontece do dia para a noite, e serão muitas tentativas e erros também ate conseguir evoluir e transmitir para as pessoas quem eu realmente sou por dentro.

MAS PERA, quem sou eu mesmo?

Como eu vim parar aqui..

Essa semana eu parei pra pensar, recapitular os últimos meses, os últimos anos da minha vida. Afinal, quais foram as decisões que me trouxeram até aqui?

Vou te contar que não é fácil ser uma pessoa que nunca sabe o que quer, principalmente pelo fato de que a vida te obriga a tomar decisões, e se você não tomar, bom… você estará tomando uma de qualquer forma. E escolher ser levada pela vida, nem sempre foi ruim, algumas vezes até me levaram a lugares maravilhosos e me fizeram conhecer pessoas muito boas, porém um dia eu pensei – “porque é que eu simplesmente não escolho um caminho?” E com essa dúvida veio mais um monte de arrependimentos e noites mal dormidas, me martirizando por simplesmente não ter escolhido uma direção e refletindo “E se..?”.

Eu cai em um ciclo vicioso na verdade, um paradoxo complexo e incompreendido. Eu sempre reclamava e me culpava por uma decisão que eu nunca tinha tomado. – Mas que decisões são essas menina? Não é possivel que você sempre disse sim pra tudo na sua vida né? – E bom, vocês tem razão, não foi sempre assim, mas na minha cabeça, mesmo quando eu estava tomando uma decisão, eu não estava. Viu? Paradoxo complexo e incompreendido. Mas enfim, a maioria das coisas importantes da minha vida, era sempre esse pensamento que eu tinha, que eu simplesmente não estava tomando as decisões que deveria e estava simplesmente sendo arrastada pela correnteza sem nem fazer o minimo esforço para remar.

Mas o que me trouxe até aqui então?
Foram muitas coisas na verdade, mas é engraçado o quanto o problema que eu vejo em ser indecisa, se transforma no principal motivo de ter me trazido até aqui. Mas não é, e eu estou no processo de acreditar nisso também. Por isso resolvi escrever, para descobrir todos os motivos que me trouxeram até onde eu estou hoje. E estou longe de onde eu sempre estive no Brasil, mas da mesma forma isso me trouxe mais perto da coisa mais importante que venho descobrindo, EU MESMA.

Ultimo post no Brasil

É incrível como desconhecemos o poder que temos de realizar nossos sonhos. E isso acaba nos diminuindo perante a nós mesmos, que assim, acabamos desistindo de alguns deles.


 Como eu queria morar nos EUA, nossa! Quem dera – pensava eu com meus 11/12 anos de idade – mal sabia o que queria da vida, mas sabia que queria ir para os Estados Unidos.
E é muito fácil ser influenciado por essa cultura e criar subitamente essa vontade louca de conhecer tudo o que nós vemos nos filmes e vemos nas fotos e vemos todos vivendo. EI! Eu quero isso também! E foi assim desde que me conheço por gente, conhecer e viver um pouco dessa cultura americana que eu via em todos os cantos.

 Claro que nós crescemos e criamos responsabilidades e vemos que o mundo não é esse mar de rosas e sonhos, que minha mãe sempre insistia em me dizer. E querendo ou não, isso sempre ia me desmotivando aos poucos, principalmente naquela idade que eu mal sabia como fazer pra chegar lá. Mas com o tempo e aos anos passando, nós também descobrimos diversas possibilidades, e o melhor de tudo AUTONOMIA pra realizar o que tanto queremos.

 Foi depois de tantos anos que hoje, o dia do embarque naquele avião enorme eu carrego um sentimento de sonho realizado, ou pelo menos de que está tudo quase pronto para esse sonho incrível começar.

 Sim, vai ser difícil deixar as pessoas que eu amo para trás, mas elas vão estar comigo aonde eu for,  e por ter elas me apoiando, a felicidade acaba sendo maior que a tristeza por ir embora.

 Então me vejo aqui, domingo de manha pre embarque, pensando nos últimos detalhes do meu sonho que só está começando 🎉

 

Saga da Indecisão – Capítulo 2, Final

Tô formada! E agora?
Depois de tanto tempo lutando contra minha vontade pra terminar a faculdade que não aguentava mais, consegui. Agora e aquele intercâmbio de Au pair que você estava pensando? Bom, é agora que começa a brincadeira.


Em dezembro de 2015, eu já estava decidida a fazer o tão sonhado intercâmbio de Au pair que eu tinha largado. Eu estava trabalhando em uma nova empresa, porem continuava infeliz com a profissão e estava buscando meu algo a mais na vida e decidi que era agora ou nunca minha oportunidade de poder ficar um ano pelo mundo, aquele famoso ano sabático que todo mundo quer.

É incrível como toda aspirante a au pair quer fazer esse intercâmbio porque sua vida está de cabeça para baixo, não é mesmo? Não generalizando, é claro. Mas muitas meninas tem essa vontade de se encontrar e poder curtir um pouco a vida fora daquela rotina cansativa que está acostumada, né? Comigo não foi diferente não, eu precisava de algo novo e para mim as respostas que eu estava buscando, eu não ia encontrar em São Paulo, pra mim, todas minhas respostas estavam no Mundo e nas Viagens que eu iria fazer, e assim poder me encontrar cada vez mais.

Foi assim que tomei minha decisão e corri atrás do processo do Au pair. Fiquei com a consciência tão leve depois de ter enfim escolhido viver essa experiência e deixar todos meus medos e indecisões de lado. E agora eu me sentia muito mais eu e muito mais inspirada por estar fazendo algo que sabia que seria uma experiência inesquecível pra minha vida.

E como foi meu processo todo? Bom, isso eu conto certinho pra vocês nos próximos posts.

Obrigada aos que estão me acompanhando.
See you later! 😀

Sou Publicitária

Quando comecei a faculdade de Publicidade, estava pensando quando e como ia conseguir um estágio bom e começar a trabalhar na área, o que era uma coisa que toda estudante da área almeja tanto. Não só da área de Publicidade, claro, mas de todas. Eu acredito que tive muita sorte perseverança e consegui super rápido um estágio, e foi assim que comecei a me aventurar nessa área.


  Eu fiz meu primeiro semestre da faculdade na FAPCOM, uma faculdade muito boa de comunicação na Vila Mariana, SP, e nessa época eu trabalhava no Bradesco como escrituraria (leia-se atendimento ao cliente), para pagar a faculdade. Porém, eu queria tanto mudar para a Metodista, por ser uma faculdade um pouco mais dinâmica e prática, e na época tive que esperar o semestre acabar e ver a diferença de valores, porque a Metô é um pouco mais carinha. Mas depois de um semestre, mexi meus pauzinhos e consegui, MUDEI de faculdade. Fiquei feliz porque era a faculdade que eu queria e agora ninguém me segurava mais! HAHAHA

 No segundo ano de faculdade, depois do segundo semestre concluído na Metô, eu já não queria continuar trabalhando em banco e queria buscar um estágio na minha área, e foi então que a busca começou. Lembro que me inscrevi em todo site de emprego de comunicação possível e existente e depois de alguns meses e entrevistas, consegui um estágio na área de Marketing Digital! Eu não achei tão difícil e até tive muita sorte por conseguir em uma empresa boa e grande.

 Comecei a trabalhar no estágio em Abril de 2013 e tive uma chefe muito boa que me ensinou tudo que eu sei até hoje. No primeiro ano de trabalho eu amava trabalhar lá, amava as pessoas, amava o trabalho, amava o lugar, tava amando tudo! Depois de 1 ano e dois meses mais ou menos, eu fui efetivada e comecei a fazer o horário de CLT 9h às 19h, dai já estava trabalhando que nem gente grande. Fiquei nessa empresa por 2 anos e seis meses, mais ou menos. Lá foi um ótimo lugar para iniciar minha carreira e um ótimo aprendizado. Só que depois de um tempo nós acabamos desgastados por causa da rotina e queremos ter algumas mudanças na nossa carreira, coisa que não estava acontecendo mais por lá, então acabei ficando um pouco desanimada, e com o começo da crise, fecharam minha área, que era a de Mkt digital e transferiram para a outra sede da empresa. Dai acabei saindo de lá em julho de 2015.

 Acho que acabei ficando um pouco frustrada com a área em um todo, mas mesmo assim, continuei buscando outro emprego na mesma área, afinal, era o que eu sabia fazer, né. Encontrei outro emprego em setembro do mesmo ano, porem para fazer uma função um pouco diferente da que eu fazia. Acabei ficando nessa outra empresa, somente por 5 meses, pois não gostei muito da função e com a decisão do intercâmbio, acabei resolvendo sair também.

 Agora com foco no meu intercâmbio, estou sem trabalhar na área desde fevereiro. Foi muito bom curtir esses meses sem trabalhar e só ficar em casa cuidando da vida e me dedicando a todo meu processo de Au Pair. E como irei viajar e não vou trabalhar na área por pelo menos 1 ano, vou me dedicar a fazer alguns cursos em outras áreas e talvez me encontrar e decidir o que realmente vou seguir daqui pra frente. Mas não retiro completamente a possibilidade de continuar trabalhando na área de marketing digital ou comunicação, afinal, é uma coisa que já tenho experiência e sei fazer bem. Então, porque não continuar por enquanto até me encontrar, não é mesmo?

Obrigada aos que estão me acompanhando.

See you later! 😀

Saga da indecisão – Capítulo 1

  Eu já sabia que tava tudo errado. Não era essa faculdade que eu queria cursar. Nunca gostei das aulas, tudo era cansativo e massante. Mas é um pouco complicado quando você para pra pensar depois de 2 anos e meio, quase 3 anos de faculdade, faltando apenas 1 ano pra se formar. E agora, me formo ou tranco a faculdade? A pergunta que me perseguiu nos últimos semestres da faculdade de Publicidade e Propaganda.


  É bizarro como uma pessoa indecisa pensa TANTO. Se antes da faculdade eu não pensei absolutamente nada, agora eu estava pensando além do necessário sobre tudo o que eu ia fazer. Se ia comer peixe ou carne no almoço, se ia comprar uma coisa ou não, se ia continuar namorando ou terminava o namoro, se continuava no emprego ou procurava um melhor, se minhas amigas eram minhas amigas ou estavam só fingindo, se eu era uma pessoa normal ou já estava ficando louca paranoica, e por ai vai. Eu nunca sabia o que eu deveria fazer, se eu deveria fazer, o porque eu estava fazendo e se na verdade eu não deveria fazer nada. Nossa, quanto problema eu criava na minha cabeça, e cá entre nós, ainda crio muitos até hoje. Mas eu cheguei em um nível que eu não me suportava mais porque tudo eu levava tempo pensando e não decidia nada, nunca.

  No meio da minha faculdade, depois de uns 2 anos e meio, eu decidi que estava cansada de tudo e todos e iria fazer um intercâmbio. Enfim tomei algumas decisões, me afastei de algumas amizades, parei de gastar dinheiro com bobeiras, terminei namoro, decidi que amo peixe e enfim me qualifiquei como uma pessoa normal. Fazer o intercambio parecia o timing certo, porque eu já não estava curtindo a faculdade, o emprego e toda minha rotina, então a viagem iria me proporcionar uma experiencia diferente onde eu iria pensar melhor na vida e ai tomar decisões com mais propriedades.

  Pesquisei demais sobre intercâmbios e mais diferentes tipos de experiencias que eu poderia ter em outro país e foi aí que tive meu primeiro contato (na verdade segundo, mas não lembrava do primeiro) com o programa de Au Pair. Me inscrevi em uma agencia, fiz entrevista e peguei todas as informações que eu precisava, na época tinha 19/20 anos e estava tirando minha carteira de motorista, um dos requisitos para o programa, e tinha que esperar para dar continuidade.

  Só que acontece que eu não tinha pensado que a faculdade poderia me prejudicar nesse intercambio. Porque se pararmos pra pensar em trancar uma faculdade para viajar por só um ano, tá okay. Mas fica presa e não ter a oportunidade de extender, por exemplo e se eu quiser ficar um ano e três meses, ou um ano e seis meses ou até dois anos? Não posso! Por conta da faculdade. Normalmente as faculdades trancam a matricula por apenas um ano, ou dois semestres, ou até três semestres algumas. Porem a minha só trancava por um ano, e depois de TODO MUNDO me questionar sobre isso, eu realmente concordei e decidi cancelar o processo do intercâmbio e terminar a faculdade.

  Vou te falar que foi um processo super dolorido e cansativo, foi tudo empurrando com a barriga porque não queria mais aquilo e acabei ficando frustrada com diversas coisas nesse meio tempo, o que me fizeram querer desistir cada vez mais, e cada dia pareciam anos em uma profissão que eu não gostava e uma faculdade que só me lembrava de tudo isso no fim do dia, mas mesmo assim, continuei firme e forte e enfim me FORMEI! Me formei naquelas né, porque em dezembro de 2015 acabaram as aulas e teoricamente eu estava formada. Porem, eu tinha duas matérias para cursar ainda, então meu diploma ainda estava preso. Mas oficialmente em JUNHO de 2016 eu consegui terminar tudo e agora estou formada, com muito orgulho de tudo que passei pra chegar até aqui, mesmo não gostando, foi minha primeira conquista e por isso, sou GRATA!

  E então, o que vou fazer agora? É uma ótima pergunta. “Mas e aquele intercambio que você queria fazer antes de terminar a faculdade?” Então, esse é um assunto para o próximo capítulo da saga.

Obrigada aos que estão me acompanhando.
See you later! 😀