Me encontrei?

O tempo tem passado tão depressa nesses últimos meses que me pergunto se realmente estamos em agosto. Afinal, agosto sempre deu a impressão de ser o mês mais comprido do ano. Mas hoje já estamos há menos de 10 dias para o final do mês, que pra mim começou ontem, e eu não consigo acreditar que passou tão rápido!

E com essa de ver o tempo passar eu me pergunto. Será que eu já me encontrei? Às vezes eu acho que sim, às vezes eu acho que não. Mas com toda a certeza do mundo (o que é raridade nessa minha cabeça) eu posso dizer que hoje sei muito mais de mim do que eu sabia quando comecei a escrever.

Acho que a primeira vez que escrevi algo na minha vida foi pra desabafar sobre uma desilusão amorosa que eu tive quando era adolescente. Eu lembro que eu passava horas escrevendo sobre o que eu sentia e até me arriscava a fazer uns poeminhas sobre como era devastador sofrer por amor. E naquela época era mesmo, todo aquele sentimento que eu tinha era tão forte e tão profundo que eu quase chego a me lembrar como meu coraçãozinho vivia apertado durante o colégio. E quem nunca, não é mesmo? Mas foi aí que peguei gosto por escrever, por encontrar no mundo das palavras, um alívio para desafogar de dentro de mim aquele sentimento que não cabia mais.

E foi escrevendo que aprendi a me conhecer melhor. A descobrir mais sobre quem é essa menina/mulher que vive dentro de mim. A entender as minhas qualidades, os meus defeitos, o que eu gostava e o que eu não queria nem ver na frente. Aprendi a assimilar os meus sentimentos e a experimentar senti-los de uma forma mais significante, mais leve. Aprendi a encontrar a liberdade de expressão que eu tanto queria quando eu precisava falar algo para alguém. E a pensar melhor nas decisões que precisavam ser tomadas e enfim decidir o que eu queria fazer ou não.

Escrever para mim se tornou ao longo dos anos uma paixão secreta. Secreta porque muita gente ao meu redor não tinha noção de quantos cadernos eu já tinha terminado sem que ninguém tivesse ideia do conteúdo que tinha ali. E paixão porquê eu passava horas ali com papel e caneta na mão, concentrada, empenhada em passar tudo que estava dentro de mim para o papel, tentar descrever e colocar cada peso do que eu sentia no parágrafo certo, na medida certa e com direito até a um drama adicional. Escrever para mim se tornou uma válvula de escape, que só hoje eu entendi a importância de se ter uma no decorrer da vida. E me dei conta do bem que me fez e ainda me faz desabafar comigo mesma e organizar todas essas ideias mirabolantes que passam diariamente no fantástico mundo de Isabelle.

Agora sobre me encontrar, bom. Eu acredito que me encontrei escrevendo, me reencontrei na verdade. So dei continuidade a tudo aquilo que sempre esteve comigo e que por enquanto isso basta para preencher meus dias de duvida do que é que quero fazer da minha vida. Por que por agora, tudo o que eu mais quero fazer é escrever.

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